POLÍCIA FEDERAL PRENDE UM SUSPEITO DE PORNOGRAFIA INFANTIL NA BAHIA

O saldo da segunda fase da Operação Darknet, deflagrada nesta terça-feira, 22, pela Polícia Federal na Bahia e em mais 17 estados e no Distrito Federal, foi o cumprimento de quatro prisões e de 61 mandados de busca e apreensão, além de 15 prisões em flagrante.
Na Bahia foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, nos municípios de Salvador, Uruçuca e Ilhéus, onde uma pessoa foi presa em flagrante, mas cujo nome não foi divulgado pela Polícia Federal.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Defesa Institucional da PF (Delinst), a partir da Superintendência do Rio Grande do Sul, e, de acordo com o delegado Fernando Casarin, é resultado de dois anos de investigações.
O delegado destacou o ineditismo das ferramentas da web, desenvolvidas pela equipe da Delinst e utilizadas para chegar aos produtores e consumidores de pornografia infantil através da Dark Web.
O sistema consiste em dificultar a identificação das pessoas que fazem uso destes materiais criminosos no universo digital.
“Fizemos infiltrações policiais na seara digital, em um trabalho similar ao desenvolvido pelas equipes do FBI nos Estados Unidos e da Polícia Federal Australiana”, afirmou Casarin.
Resultado
Ele disse ainda que na soma entre as duas fases da Operação Darknet já foram cumpridos mais de 90 mandados de busca e apreensão e mais de 50 pessoas foram presas em flagrante em território brasileiro. Além da identificação de 11 usuários deste material em seis outros países.
O delegado esclareceu que a posse de material de pornografia infantil é crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Ainda conforme Casarin, as idades estimadas das crianças e adolescentes que aparecem nas imagens estão na faixa entre 11 e 15 anos.
Conforme o superintendente da PF no Rio Grande do Sul, Elton Manske, no decorrer das investigações da Operação Darknet II, os agentes da Polícia Federal anteciparam o cumprimento de sete ordens judiciais.
“Havia a suspeita da ocorrência de abusos sexuais de crianças no Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro e não poderíamos esperar”, enfatizou o superintendente.
Pena
“As investigações continuam e ainda vamos descobrir se as crianças e adolescentes que aparecem nas imagens, também foram abusadas fisicamente”, esclareceu Manske.
A pena para a pessoa que produz e/ou compartilha conteúdo pornográfico com o envolvimento de crianças e adolescentes pode chegar a 30 anos de prisão.

Fonte: atarde
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