Acm Neto em mais uma enrascada: Ex-diretor da Odebrecht delata irregularidades em revitalização na Barra; obra custou R$ 4,4 Milhões a mais

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ACM Neto (DEM) teria recebido caixa 2 durante a campanha para prefeito nas eleições de 2012, de acordo com a delação do diretor da Odebrecht na Bahia e Sergipe, André Vital, e do presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa Silva Júnior.

A petição que trata do caso foi encaminhada pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), à Justiça Federal da Bahia. O órgão vai analisar o caso e decidir se abre investigação, se anexa a um inquérito já em curso ou arquiva o processo.

"Segundo o Ministério Público, narram os colaboradores a ocorrência, no contexto das eleições do ano de 2012, de repasses por meio de vantagens a pretexto de contribuição eleitoral não contabilizada, destinadas a Antônio Carlos Magalhães Neto [ACM Neto], então candidato a Prefeito do Município de Salvador/BA", declarou Fachin, na petição.

Uma das principais ações de Neto após ser eleito, a obra foi realizada pela Odebrecht entre 2013 e 2014.

Citada nas delações da Odebrecht, as obras de revitalização da orla da Barra, em Salvador, custaram R$ 4,4 milhões a mais do que o valor previsto, segundo levantamento realizado pelo G1. A previsão inicial é de que as modificações custariam R$ 57.705.106. Entretanto, um aditivo incorporado ao contrato em 5 de maio de 2014 aumentou o valor em R$ 4.464.719,81. Com isso, o custo final foi de R$ 62.169.825,81. As obras foram citadas na delação do ex-diretor da Odebrecht na Bahia, André Vital. De acordo com ele, ocorreram “irregularidades” na licitação vencida pela empreiteira para realização da reforma.

Em nota, a Odebrecht informou que entende que é de responsabilidade da Justiça a avaliação de relatos específicos feitos pelos seus executivos e ex-executivos. A empresa disse que está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua e que já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um acordo de leniência com as autoridades brasileiras e da Suíça e com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Em nota, a prefeitura de Salvador afirmou que os recursos da obra foram exclusivos do município e que o aditivo no contrato ocorreu por necessidade de alteração no projeto inicial e se baseou na legislação vigente. Conforme o executivo municipal, foram realizados serviços complementares não previstos como implantação de redes coletoras de esgoto e fornecimento de material e montagem de linha de recalque e interceptor; apoio ao assentamento de redes de gás natural e implantação de coletor contínuo de drenagem. A prefeitura também menciona a substituição das balaustradas e diz que, no projeto inicial, estava prevista a recuperação, mas constatou-se o comprometimento estrutural e a necessidade da substituição. Ainda segundo a prefeitura, houve a construção de um deck de acesso à praia, ao lado do Forte de Santa Maria, instalação de balizadores na pistas e implantação de infraestrutura para containers subterrâneos de coleta de lixo. A administração municipal também informou que outro aditivo no contrato foi publicado em 1º de outubro e 2014 para realização de ajustes nas instalações subterrâneas de energia e comunicações. A prefeitura ponderou, entretanto, que os serviços não acarretaram na alteração do prazo de entrega e não impactaram no valor final da obra.

Ai pergunta-se: Mas como não impactaram, se o valor do contrato inicial era de 57.705.106 e  o custo final foi de R$ 62.169.825,81?
De acordo com o que foi delatado houve sim o valor a mais de R$ 4.464.719,81.

Com informações das fontes:
G1em 24/06/2017 09h16
A Tarde Qua , 12/04/2017 às 14:47
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