PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE É FOCO DE ALERTA DO PLANSERV

Alimentação rica em cálcio, exercícios físicos e exposição ao sol são as melhores formas de prevenir a osteoporose. O alerta do Planserv – Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais é uma forma de apoiar o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, celebrado no dia 20 de outubro. “Temos aproveitado datas relevantes como esta para lembrar os nossos beneficiários e a população em geral sobre a importância da adoção de hábitos saudáveis de vida, com foco na prevenção”, afirma a coordenadora geral do plano, Cristina Cardoso.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Fundação Internacional de Osteoporose é de que haja um consumo de um grama (1000mg) de cálcio por dia. Os valores variam para crianças e gestantes - 500mg (entre 1 e 3 anos), 800mg (4 e 8), 1300mg (9 e 18) e 1200mg para grávidas. A principal fonte de cálcio são os alimentos lácteos - leite e seus derivados. A prevenção deve começar na gestação e desde os primeiros dias de vida do bebê sob supervisão do médico pediatra, para formação de boa reserva óssea.

Em relação aos exercícios físicos, os de cadeia fechada, que trabalham diversos grupos musculares e são mais seguros para as articulações, são recomendados como forma de prevenir a doença. Aqueles que estimulam a contração muscular e a regeneração óssea, como agachamentos, corrida, vôlei, handball e basquete, são boas opções. Em pessoas idosas, a fisioterapia ajuda no controle do corpo e no equilíbrio, por meio de exercícios de agilidade. O pilates e a musculação também são recomendados, sempre com a supervisão de um educador físico.

A exposição aos raios ultravioletas do tipo B (UVB) na medida certa, por sua vez, ativa o funcionamento da vitamina D, que facilita a absorção do cálcio pelo organismo. Portanto, “a exposição solar é fundamental para a prevenção da osteoporose. Existe uma variação consensual em relação ao tempo de exposição ao sol, mas uma média de 15 a 20 minutos por dia, de forma regular, é suficiente”, afirma o ortopedista João Augusto Cunha Junior (CRM 22739). Estudos demonstram que um grande percentual da população apresenta índices deficientes de Vitamina D.
Sobre a doença 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a osteoporose, que significa “osso poroso”, atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens no mundo. A doença progressiva de perda de massa óssea se desenvolve de forma imperceptível, sem sintomas ou dor, podendo evoluir durante muitos anos sem qualquer sintoma até a ocorrência de uma fratura, que geralmente ocorre no pulso, na coluna, no quadril, nas costelas, na pelve ou no fêmur, que é o ponto mais grave.

Diversos fatores podem levar a uma fragilização dos tecidos dos ossos, como baixa ingestão de cálcio ou vitamina D, fumo, consumo excessivo de bebida alcóolica, vida sedentária e histórico familiar. A osteoporose é mais comum entre as mulheres devido à diminuição da produção do hormônio estrógeno depois de certa idade. Mas não é apenas na terceira idade que é preciso estar atento.

Segundo João Augusto, que atende beneficiários do Planserv no Hospital Evangélico da Bahia e no COT, em Salvador, se não ocorrerem fraturas, a suspeita da doença geralmente surge a partir dos resultados de exames de rotina de sangue e urina, que apontam alterações nos níveis de cálcio e vitamina D. O diagnóstico é confirmado pelo exame de densitometria óssea.

O tratamento da osteoporose inclui o uso de analgésicos para controle das dores e, nos casos mais graves, uma cirurgia pode ser indicada. Algumas mulheres pós menopausadas passam pela terapia de reposição hormonal com estrógeno, que reduz o risco de fraturas. Além disso, a reposição de cálcio e vitamina D, por meio de suplementação, faz parte do regime terapêutico para a osteoporose, “mas sempre é bom lembrar que toda e qualquer medicação deve ser prescrita por um médico”, destaca João Augusto Cunha Junior. A reversão da osteoporose não é possível. “Portanto, o que de melhor podemos fazer é incentivar a prevenção”.

Fonte: Ascom
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